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Quinta-feira, Março 31, 2005


Balcão Bombril


Duas, no mesmo dia é dose. De manhã foi serviço de farmácia e no início da tarde solicitação de serivços de eletrônico especialista em brinquedo...


Chega uma senhora, brinquedo embaixo do braço. Mostra o tipo de pilha que quer. Sua netinha pertubando:
- Vovó, quero isso. Vovó quero aquilo. Vovó o meu brinquedo...
Primeiro tiro a pilha melada no brinquedo. Já digo logo que não vai fazer o contato, mas ela quer se enganar de que a pilha melada que acabei de tirar na frente dela, não está há séculos dentro do brinquedo. Tiro o peso da consciência de tirar o dinheiro da velhinha, sabendo que ia dar em nada. Ela quer levar.
Encaixo a pilha. O brinquedo, claro, não funciona. Ela sisma que o problema é do boneco que está faltando, na cabeça dela essa era a peça on/off do brinquedo.
Depois de 20 minutos ela sai, com a menina chorona pelo braço.


Quinze minutos depois ela volta com o brinquedo.


- Filhinha, eu coloquei o pedaço do boneco, mas não deu certo. A sua pilha...
- A minha pilha nada, minha senhora. Eu avisei que o contato estava ruim, eu avisei que o brinquedo nem se mexeu e ainda assim a senhora disse que ia levar.
Ela abre a sacolinha plástica: chave de fenda 1, 2 e 3, alicate disso e daquilo...
- Que isso, dona?
- Vê se você consegue fazer alguma coisa com isso.
- Mas...
- Ai, minha filha! Essa garota está me deixando doida por causa do brinquedo, vê se você consegue...


Abri o brinquedo...Passei Bombril nos contatos, nada. Abri o brinquedo pra ver se tinha fio solto, nada.
Eis que a garotinha esbarra nos parafusos, corre tudo pra baixo da geladeira.
Mais meia hora procurando aquela bodega toda...fechei tudo. E antes que ela sugerisse mais alguma coisa...
- Toma, senhora. Esse aqui é telefone e o endereço do Hospital de Brinquedos. Lugar de técnicos em brinquedo é lá, aqui eu só vendo pão, pelo amor de Deus...


E foram as duas embora bem contentes e me deixaram aqui, estressada como nunca! Olhando para o céu e pensando: Tem dias que só Deus! Afe!!!
Por Fê Freitas | 1:15 AM |
Quarta-feira, Março 30, 2005


Sim, eu devo merecer...


Era cedo ainda, estava fazendo meu desjejum, quando entra um senhor na loja:
- Bom dia! Tem Band-Aid?
- Tem sim.
- Me dê um, por favor.
Deixo meu sanduíche de lado. Pego o Band-Aid. Ele deixa as moedas sobre o balcão, conta para que precisava do curativo, fato este que já nem me lembro mais, mostra o dedo todo lacerado e pede: "Coloca aqui pra mim, por favor?"

- Ah, meu senhor! Não leva a mal, o senhor precisa bem mais que um Band-Aid aí e aqui não fazemos serviço de farmácia. Sinto muito!


Pode haver quem pense que foi falta de humanidade, mas pensem, não ia colocar a mão naquela ferida toda aberta, cheia de pús, sem luva nem nada, sei lá se o cara tem alguma doença... Além do que, o curativo nem ia colar no meio de tanta secreção. Querem saber? Também não estou ali pra isso.


E o sanduíche? Bem, não deu pra acabar de comer.
Por Fê Freitas | 10:16 AM |
Domingo, Março 27, 2005


É Páscoa!





Vou esquecer por três segundos que isso aqui é um comércio e desejar FELIZ PÁSCOA A TODOS!!!
Agora chega.
Vamos ao Momento de Marketing:
" Deixou pra comprar o chocolate das crianças em cima da hora e não achou nada? Eu tô vendendo, viu?! Corre pra cá. HEHEHE
Por Fê Freitas | 11:12 AM |
Sexta-feira, Março 25, 2005


No Balcão Dos Outros Sempre é Refresco


De manhã, fila do pão. Um senhor, rosto sonolento, encara a fila, faz o seu pedido... entra uma senhora falando alto:
- Vem depressa, sr. síndico, os visinhos do lado da minha casa, estão numa briga danada...
- E eu com isso, minha senhora?
- Ué, o Sr. não é o síndico?
- Ah! Sim! Sou o síndico, mas o delegado fica na cadeirinha dele, lá na delegacia. Tá encomodando? Pega o telefone e liga...Vê lá se é obrigação minha apartar bate boca de marido e mulher!



Ela sai uma fera... Viro para entregar-lhe o pão, contendo o riso. Ele conta:
- Agora você vê. Acordei cedo, porque uma dona plantou no portão de sua casa um pé de Cajá Manga. Plantou? Problema o dela. Agora, a árvore atingiu um tamanho que está com os galhos na altura do portão dela e a criançada passa o dia sentados no galho, olhando pra casa dela. Ela me acorda a essa hora, dizendo que ia sair pra trabalhar, que era pro condomínio providenciar o corte do Cajá. Eu sabia que não ia dar certo a árvore onde ela plantou, mas se eu fosse dizer...agora o problema é do condomínio. E se já não bastasse isso... Apartar briga que está dentro da casa dos outros. Se ainda fosse na área comum do condomínio...


Pois é. O povo, não se toca mesmo, nem no meu balcão, nem no dos outros. Contudo, vocês hão de convir comigo, que ouvir a resposta pronta é sempre muito engraçado. Dá licença que vou ali morrer de rir e volto já.
Por Fê Freitas | 1:37 AM |
Quarta-feira, Março 23, 2005


De novo???


Quem adivinha onde eu estava? Acertou quem disse, de acesso cortado por falta de pagamento. E por quê? Porque a loja foi assaltada de novo!


Sexta feira, dia 18/03 (seria o aniver de 15 dias do assalto), os mesmos ladrões entraram na loja, vestindo a MESMA ROUPA(o crime anda tão organizado, que eles já têm uniforme para o "trabalho") e levaram o pouco que encontraram. Bem pouco, diga-se de passagem, porque não ia dar mole de novo. Enfim, o pouco que levaram, serviu pra nos desestrutar financeiramente. Nem bem começamos a respirar e mais uma apnéia.


Os caras renderam uma senhora que havia acabado de comprar uma lata de salsicha e já estava do lado de fora da loja. A coitada voltou de costas, com a arma apontada pra sua barriga. Minha irmã, estava lavando louça, levou um susto com a cena. E lá foram as duas pra dentro do banheiro.
Dinheiro, como disse, tinha bem menos que da primeira vez. Não sei o que é pior! Pois não achando o dinheiro que imaginavam ter, tiraram minha irmã do banheiro, apontaram a arma pra cabeça dela e mandaram ela dizer onde estava o dinheiro grande, pq eles sabiam que tinha mais dinheiro.
Só mesmo pela vontade divina, não morreram as duas. Os caras reviraram tudo, viram que não iam fazer a "féria" que queriam e foram assaltar a banca de jornal (que também não tinha muito).


Pasmem: um deles, estava tão doidão, que caiu da moto, ficou desmaiado e ninguém o pegou. O outro? Pegou a arma, subiu na moto e deixou o desmaiado para trás. Quando soubemos, chamamos a polícia, no que tivemos como resposta: "O que o sr. quer que eu faça?"


Nada! Não queremos mais nada. Estamos entregues a lei do olho por olho, dente por dente. Baixamos as portas e só reabrimos na segunda-feira. Em que condições? Na certeza de que esse país não vale mais a pena. E salve-se quem puder!
Por Fê Freitas | 4:37 PM |
Quinta-feira, Março 17, 2005


Atenção ao chamado:


Meninos e meninas, por favor redirecionem-se.
Hoje é dia de Vida S.A
Por Fê Freitas | 12:44 AM |
Quarta-feira, Março 16, 2005


Tá todo mundo louco, ôba!


Ontem, passado o movimento do pão, estou dentro da loja, arrumando a bagunça que a hora de maior movimento geralmente causa. Chega um senhor, negro, alto, forte, camisa suada como quem tivesse tomado um banho, um papel na mão tão desgrenhado quanto ele próprio estava, chama da porta:
- Moça, por favor, essa aqui é a Est. do Capenha?
- É sim.
- Graças à Deus! Isso aqui é o final do mundo, heim moça!
- Por que?
- Estou vindo do Centro da Cidade, tomei 3 conduções, andei feito um camelo no deserto...olha meu estado!
- Ah, moço! Qualquer lugar fica mais distante quando não conhecemos. Não era necessário pegar 3 conduções do Centro pra cá, aliás tem um ônibus de lá que passa por essa rua, a pessoa que não soube informar direito o caminho.


- Bom, que número é esse aqui?
- 1371.
- O quê? Eu preciso ir pro 252...Deve ser lá na PQP, né não?
- É sim. Essa estrada aqui é looooonga.
E ele, entrando em desespero:
- Ah! Mas eu não vou andar essa M. de jeito nenhum. (Começa a apontar pro papel amassado) Passo mais esse perrengue, chego lá e a VACA da mulher não está lá...Ela marcou na ficha pra chegar no fim da manhã, já é de tarde...claro que ela não vai estar esperando (e sacode o papel). Se fosse pra receber estaria, mas pra pagar a VACA não vai esperar mesmo.


Essa alturas, já estou prendendo o riso.


- Moço, tem um ônibus aqui que passa na rua inteira.
- Té quinfim uma notícia boa.
- É, mas ele só passa de meia em meia hora e eu não observei se já passou algum.
-
- Pois eu vou ligar pra firma, o cobrador dessa área não veio, me mandaram pra cá, aquele vi*&%$ ao invés de me passar as informações, ficou querendo se fazer de útil e me colocou nessa furada.


Deixo ele falando ao celular e entro pra me acabar de rir, sem que ele pudesse vir a se aborrecer com isso. Do jeito que ele estava transtornado, não me admiraria, se ele se invocasse com meu riso frouxo...Ora, vamos e venhamos: "no dos outros é refresco!"
Não demora muito e ele grita lá de fora: "moça, moça...é essa o ônibus? Esse aqui? É esse?"
Eu saio rápido...
- É esse aí sim.
Ele vai pro meio da rua, pulando igual pipoca, gesticulando e gritando: 'Pára! Pára essa M., Pára!"
O motorista pára em frente a loja, tem uma moça descendo calmamente (micro ônibus, tem uma porta só, todo mundo sabe, né?), ele agarra a mulher pelo braço, puxa ela, pra apressar a descida e a mulher vem:
- ai, meu Deus! Que isso, meu Deus!


Ah! Digo à vocês com sinceridade, que se não estivesse sozinha na loja, teria entrado naquele ônibus junto com ele, queria saber o desfecho disso. Imaginem vocês, se ele chega lá, nesse stress e realmente não encontra a mulher por quem ele preocurava... Acho que ele ia ter um treco na portaria.
Por falar em treco, quem quase estava tendo um era eu, sentei no banco de concreto do lado de fora e ri, como há muito tempo não ria de ninguém.


E a mulher: "Você pode me dizer o que foi aquilo?"
- Liga não, dona. Ele está estressado...
- Estressado? Esse homem é um assassino. Ele poderia ter me matado!


Por Fê Freitas | 10:11 AM |
Domingo, Março 13, 2005


O que será que atraí?


Eu não sei bem porque o "Rio de Janeiro inteiro" bebe cachaça pela cidade, mas vem desmaiar aqui na porta de quem vende pão (a minha!). São coisas tão impressionantes que estou com vontade de colher um pouco de poeira da minha porta e mandar para análise: tem açúcar essa poeira. Só pode!


Imaginem vocês, que o sujeitinho passou 6 meses de braço engessado, por conta da cachaça. Não que cachaça dê osteoporose, mas deixa uns tipinhos valentes que só. Esse é um deles. Procurou briga daqui, procurou briga dali, que achou quem o batasse tão firme a ponto de quebrar-lhe o braço (contei esse causo aqui). Estava tanto tempo de gesso, sem que o osso calcificasse que os médicos já estavam pensando na possibilidade de uma intervenção cirúrgica.
Estão com pena? Pois fiquem sabendo que há males na vida que vem para o bem. Por conta disso, ele passou esses 6 meses de cara limpa. Sem nenhuma gota de álcool, estava quase se tornando gente de novo.
No entanto, bastou que o médico o libertasse do "calvário" que ele já veio do hospital de cara cheia e implicando com todo mundo. Achou de novo. E achou aonde? Na porta da mercearia, claro!
E corre daqui, e corre dali...juras de morte...pega a pedra que segura o jornal da banca num expositor; a jornaleira saí gritando: "com minha pedra, não! Vou chamar a polícia..." e corre daqui e corre dali, até que o rapaz dá uns empurrões no bêbado que cai por cima do braço.
Mas, ele não ficou contente com o desfecho! Saiu por aí tomando mais umas "doses de coragem". Foi bater na casa do rapaz, que dessa vez, não o matou a pauladas porque a vizinhança impediu. E impediu aonde? Na porta da mercearia!
Por Fê Freitas | 6:54 PM |
Sábado, Março 12, 2005


Casa da Mãe Joana, digo, Jacira

Ai, ai, ai...Já falei que aqui não é lugar de happy hour, nem muito menos de festa... Fazem uma sujeirada danada, o banheiro fica em petição de miséria...um horror!
Mas afinal de contas, além de tudo aqui ser virtual, também aqui, é o lugar de sermos felizes, e que felicidade maior esperar da vida que comemorar mais um ano de vida da nossa própria mãe? Tem ser mais especial no mundo? Aqui na minha casa, não. Minha mãe é tuuuudo na minha vida ( Bru, desculpe, mas não havia frase mais apropriada pra ocasião)
Por isso...

MANHÊÊÊ, FELIZ ANIVERSÁRIO!






A gente te ama e espera te ver ficar pra semente! Ah! Se fosse possível...
Por Fê Freitas | 3:57 PM |
Quinta-feira, Março 10, 2005


Noite de Estréia


Sim, o mundo não anda sendo generoso conosco e não, não estava com espírito de enxergar nada de engraçado que merecesse um post.


Mas, ela é pheeeena (usando a descrição dela mesma) e faxinou o lugar: deixou nosso balcão de alma e rosto lavados. Pra falar a verdade, ela me deixou com mais bunda, pernas, repaginou o cabelo...Quem precisa do Pitanguy quando se tem conexão direta com BH?


Enfim, um momento desse, de re-estréia, não poderia passar sem um post novinho em folha (dane-se o chato e problemático mundo real).


Amiga, mais um serviço de mestre, como era de se esperar. E Mahzinha participação HTMLesca especialíssima, difícil até de agradecer...
Muito emocionante "cortar essa fita".


Obrigada, obrigada, obrigada. Tô de queixo caído! Feliz feito pinto no lixo!


Sem contar que de lambuja, ainda ganhei um post star ontem... Nem precisei queimar minha mufa (mas o que queimei de calorias me "mijando" de rir, não conto pra ninguém. Quer dizer, já contei).


E vocês, estão de olho grande por quê? Gostou? Estão babando tanto que nem conseguem ler? M&M . Pede o seu, ué!
Por Fê Freitas | 12:46 AM |
Quarta-feira, Março 09, 2005


Fê...


Se segura aí...
EU ODIEI O LAY.
EU AMEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI O LAY.

Tô refazendo.
Já fizzzzzzzzzzzzz...
Você aí... vagabundo leitor de BLOG...
Vai dormir, volta amanhã, ok?
Gostou também???

Cau
Por Fê Freitas | 4:58 PM |
Segunda-feira, Março 07, 2005


Achado! Não foi roubado!


Lembram da louca que perdeu o talão de cheques (post de 01/03)? Pois é. Acharam o talão de cheques dela: na feira! Sim, ela foi a feira no sábado, deixou o talão em baixo da balança do feirante, que só o descobriu quando estava indo embora, como não havia qualquer número para contato (óbvio) ele foi embora e me trouxe esta semana, para ver se eu sabia quem era o dona.
Ah! Eu sabia! Ai, que ódio! Achei que já havia passado muito tempo, que não teria mais notícia...joguei fora o número da insana! Não vou poder dar o tapa com luva de pelica que ela merecia. Aliás, o feirante também merecia um bom desfecho, pois ele trouxe o talão intacto, assim como achou. Coisa rara atualmente!
Então é o seguinte: dedinhos cruzados, todos na torcida de que ela reapareça... Muito chato ficar essas coisas no ar... Muito chato desconfiarem da sua integridade sem mais nem porquê.
Por Fê Freitas | 11:49 PM |
Sexta-feira, Março 04, 2005


Hoje, quem "perdeu" fomos nós.


O balcão, que sempre foi lugar de farra e deboche, hoje se veste de luto. Fomos assaltados às 10:00 da manhã, por dois homens armados: levaram toda a féria da manhã, as moedas, mercadorias, celular e o resto de gás que tínhamos em nós pra enfrentarmos essa fase difícil de oferta sem demanda. O agravante? Estamos na rua do 18º BPM/ RJ. Tudo às claras e nas barbas da polícia.
O André estava sozinho na loja, se viu com uma arma na cabeça, foi trancado no banheiro:
- Pessoal, anda logo com isso, aqui entra gente toda hora.
- Que entre. O cão (gatilho da arma) tá pra trás.
Nada eles têm a perder! Mortos eles já estão, basta que encontre um que fechem seus olhos pra este mundo. Tanto faz...
De todo dinheiro, o que mais me dói é a impotência. Chamei a polícia e ouvi de um soldado, com toda a delicadeza, porque educado, não posso negar, ele foi: "minha sra. sinto muito, mas o que a sra. quer, todo o Rio de Janeiro também quer: segurança. Eu sinto muito!"
Posso dizer: Eu sinto muito também. Sinto muito em acreditar nesse país. Sinto muito em estar presa à essa cidade ainda, ao invés de estar no alto Xingú com os índios e a natureza.


Projeto agora é vender a loja. É muito difícil ser um alvo estático. É muito difícil encarar o tanto de trabalho pra ínfima recompensa; mais difícil ainda é ter como sócio majoritário o governo, com a taxa tributária que é a maior do mundo e ainda ter que fazer um abaixo assinado pra se obter segurança. Que é um direito nosso.
O dia hoje foi de cansaço e amargura. O fim agora não é mais um projeto, é uma questão de tempo.
Por Fê Freitas | 5:09 PM |
Quinta-feira, Março 03, 2005


Mato a cobra e mostro o pau:


Estava conversando com a Micha
pelo MSN, nem ia postar, não tinha o que dizer (outra vez), até que percebi que o nosso "papo furado" já era em si, o post:


Micha diz:
Hj lembrei de vc qdo estava no ponto do onibus.

Nanda: Estou Atrás do Balcao.blogger diz:
pq?

Micha diz:
5h55m e uns coroas na porta da padaria...e a padaria só abre às 6h!
Micha diz:
Aí lembrei, que vc falou q sempre ficam esperando vc abrir...

Nanda: Estou Atrás do Balcao.blogger diz:
hahahaha

Nanda: Estou Atrás do Balcao.blogger diz:
Aposto que o dono da padaria fica uma fera também. A gente acorda cedo para chegar antes da hora: limpar, arrumar, respirar, acordar para então receber as pessoas, mas não adianta: quanto mais cedo se abre, mais cedo começa a fila. Atrás do balcão, não se tem tempo pra nada!

Micha diz:
E me lembrei q mesmo qdo eu ia pro ponto ás 5h30, já tinha as mesmas figuras lá.
Micha diz:
e só abre às 6h!
Micha diz:
O q leva uma pessoa em dia de chuva, levantar às 5h e ficar desde 5h20 na porta de uma padaria q só abre às 6h?
Micha diz:
lembrei logo de vc...
Micha diz:
Hoje eu me toquei disso, que você sempre fala isso...
Micha diz:
uma chuva da porra..eu doida pra dormir
Micha diz:
e tinha q trabalhar..eles de vida boa, ali, na chuva..ah..pra merda essa cambada.eehehe



Tão vendo, né? Hoje eu nem falei nada. Não abri a boca pra reclamar... Só coloquei uma constatação para quem ainda acha que o que escrevo é rabujice ou ficção.
Como é bom saber que tem pessoas no mundo que podem me entender! É o que ainda me consola...
Por Fê Freitas | 9:04 PM |
Terça-feira, Março 01, 2005


Jogo de palavras


Hoje, bem cedo, entra uma senhora na loja, perfumada, bem vestida...
- Bom dia, amiga. É que eu perdi ontem aqui um talão de cheques, acho que era seu marido que estava aqui.
- Bom, quando a gente acha coisas importantes assim, deixamos na vitrine, ou então ele me avisaria, mas de qualquer forma vou dar uma olhada.
Abro as gavetas, levando o caixa, olho em baixo dos balcões e nada.
- Olha só, senhora, o seu talão de cheques não está aqui não.
O "médico" começa a se transformar em "monstro".
Tom de voz mais alto:
- Mas, não é possível, tenho certeza que ficou aqui, abri a carteira, o talão caiu e caiu aqui.
- Desculpa, a senhora sabe o significado do verbo perder? Perder é esquecer de, não prestar atenção onde deixou. Se a senhora tem essa riqueza de detalhes, então, o que a sra veio fazer aqui não é procurar e sim acusar. Eu não tenho motivo pra ficar com um talão de cheques da sra. se eu fosse o tipo de pessoa adepta desses golpes, não estava aqui às 06:00 da manhã, não estava com a perna cheia de vasos estourados por ficar em pé, não arrastava o cansaço. Quem gosta de golpe acha o trabalho desnecessário, a sra. não concorda?
- De qualquer jeito,já sustei os cheques mesmo (ela não abaixa a "crista")
- Que ótimo pra senhora, pra mim, não faz diferença. Se a sra. quizer deixa seu telefone, qualquer coisa eu retorno.


E a fera saiu mais mansa.
Por Fê Freitas | 11:51 PM |