[Terça-feira, Julho 13, 2004]

Dia de Amargar (09/03/2004)


Quando eu digo que o outro lado do balcão é problemático, ninguém pode supôr o quanto...
Hoje entrou um moleque na loja, me comprou 6 pãezinhos, uma Coca-Cola de 2 litros, dei-lhe os pães, o troco e pedi que ele pegasse o refrigerante na geladeira que fica meio distante do balcão de atendimento para quem está com a loja cheia de clientes. Meia hora depois me volta um brucutu, se intiluando pai do menino, dizendo que vai trocar o refrigerante porque o preço pago,
ele compra muito mais Coca-Cola ... Tudo bem, devolvi o troco, guardei o produto. O homem volta, pergunta o preço do pão e diz que o troco está errado, aí "cai a ficha", o menino, pagou uma Coca de 2 Litros, mas se enganou na hora de pegar e levou uma de 1,5 litros (que são bem parecidas). Pois o homem começa a gritar que é por isso que ele proibiu a família de entrar no bar, que eles teimam,só pode ser para tirá-lo do sério, que é uma família de ladrão, se aproveitando das pessoas porque só temos nós por perto, que ele não admitia mais que ninguém da família dele entrasse ali...
Minha vontade foi arrear a porta e chamar a polícia, fazê-lo provar dentro de uma delegacia que eu sou ladra, ou processá-lo por danos morais, se ele não provasse eu ia dar queixa e aí sim, tirar um dinheiro desse safado por danos morais, para ele nunca mais caluniar ninguém. E teve testemunha.
Mas, eu fiquei catatônica, porque isso tudo foi por causa de uma diferença de R$ 0,50. Perdi a voz, literalmente, fiquei afônica e não consegui atender os outros clientes. Simplesmente fiquei calada, atendendo umas crianças e deixando o cara falar e falar.
Estou passando mal até agora...Tinha que ter chamado a polícia! Ai que burrice! Ai como me odeio!

Contado por Fê às [12:06 AM]

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"Na concepção dos senhores, o que é um balcão? Objeto de exposição das casas comerciais?
Pois aqui verão que não. Derramam-se ao balcão: Nero, Platão, Freud... O surrealismo não existe no ofício de um balconista.
Não pensem que terão aqui auto-ajuda, este espaço só oferece ajuda a mim mesma, tudo o que escrevo aqui, serve para não berrar lá fora.
O que encontrarão neste espaço é a diversão que não encontro atrás do balcão."

No ar desde 01/10/2004


freitas_fernanda26@hotmail.com Você também tem estórias de balcão? Manda pra mim!



Rio de Janeiro
Zona Oeste
Falamos aqui de uma mercearia, onde há empenho dos freqüentadores em que se transforme em um botequim.
Duras penas fazê-los entender que aqui não é lugar de "happy hour".
Eu: Fernanda, estudante de jornalismo e balconista.
André: Meu marido, oficial dono da loja, balconista e enjoado dessa vida de comércio.








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